domingo, 28 de setembro de 2008

Jaqueline Mourão se despede oficialmente do Mountain Bike




Após 17 anos de muita dedicação, luta, sacrifício, mas também cheios de momentos de alegria, Jaqueline Mourão deixa as competições oficias do Mountain Bike Cross Country. Sua última prova foi nas Olimpíadas de Pequim, em agosto deste ano.

A partir de agora a mineira vai dedicar-se ao Esqui Cross Country e tentar vaga para as Olimpíadas de Inverno, em Vancouver (Canadá), em 2010. Ela é a única mulher brasileira a representar o Brasil nas duas versões de Olimpíada (Verão e Inverno).

Em 2004 Jaque foi a Atenas (Grécia) competir no MTB; em 2006 foi a vez do Esqui Cross Country, em Turim (Itália); este ano foi para Pequim competir novamente no mountain bike. Caso consiga vaga para Vancouver, Jaqueline estará em quatro Olimpíadas em apenas seis anos.

O Mountain Bike ganha uma outra versão na vida de Jaqueline Mourão. Até o fim do ano a atleta lançará o Projeto Under My Wings que tem como objetivo revelar novos talentos do Mountain Bike Nacional – feminino e masculino – que serão orientados e apoiados para que possam ingressar no circuito internacional de competições.

Em sua festa de despedida do Mountain Bike, Jaqueline Mourão passará, simbolicamente, a representação do esporte nacional para praticantes da modalidade no País que se comprometerão a continuar a trajetória inédita da Jaque no circuito internacional e defender o Mountain Bike feminino brasileiro.

Pedalando...

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Em meu rosto roda o vento
dispersando os meus pensamentos...
O sol energiza o tempo
em sincronismo no meu corpo...

Carrego na bagagem:
a chuva, o frio, a lama
e as intempéries das estações.
Levo na alma a aventura, a determinação
e uma caramanhola de esperanças.

Em minha garupa roda o mundo,
roda um sonho em minha mente
e eu rodo em qualquer caminho
pedalando... pedalando...

Meu olhar traz as belezas,
as angústias e certezas
que só meu coração esportista sabe entender!

Pedalando eu rodo... e vou chegando
bem mais perto da vida,
bem mais longe de onde estava
e bem mais perto de quem sou:
Um ciclista sonhador

Marcus Modesto

Bicicleta-protótipo tem rodas gigantes e 'anda' sobre a água

Projeto da Di-Cycle, criado pelo designer holandês Aart van Bezooyen, prevê versatilidade no deslocamento. Pedalando, usuário seria capaz de se locomover em terra firme e também na água.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ciclistas vencem "corrida" no trânsito; usuário de ônibus e metrô é o último

BRUNA SANIELE
colaboração para a Folha de S.Paulo

Quem optou por carro ou ônibus para cumprir o percurso, ontem, no trecho entre a praça General Gentil Falcão, no bairro do Brooklin, e a prefeitura, no centro, demorou 1h15 a mais que aqueles que foram de bicicleta. A largada foi às 18h22. A "magrela" venceu também com larga vantagem a motocicleta, que chegou 28 minutos depois das bicicletas.

A constatação foi feita no Desafio Intermodal, que faz parte das atividades relacionadas ao "Dia sem Carro" e ocorreu pela terceira vez em São Paulo. O evento tem apoio da prefeitura.

Com o tempo de 36 minutos, os ciclistas Márcio Campos, 41, e Marcelo Mig, 50, completaram o trajeto passando por ruas mais tranqüilas. De moto, o percurso foi feito em 64 minutos. O participante que optou pela dupla ônibus/metrô teve que se contentar com o último lugar, com de 2h40.

Segundo os participantes, o congestionamento entre a av. Luís Carlos Berrini e a av. Santo Amaro fez com que o tempo médio em 2008 fosse superior ao de 2007 para quem optou por carro ou ônibus. Em 2007, o carro chegou à prefeitura em 48 minutos e, neste ano, em 1h51.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A SEGURANÇA DO CICLISTA

Fatos e considerações sobre a segurança de ciclistas:

1. Todo ciclista tende a manter a inércia da bicicleta, ou seja, a não diminuir muito a velocidade ou parar.

2. Praticamente todos os acidentes (95% - UNESCO) envolvendo ciclistas acontecem em cruzamentos

3. Mais da metade das mortes de ciclistas é resultado de colisão frontal.

4. Mais de 50% dos acidentes envolvendo bicicletas têm como responsável o próprio ciclista.

5. 90% do total dos acidentes de trânsito são causados por falha humana.

6. Calcula-se que algo entre 10 a 15% das mortes de ciclistas no Brasil são causadas por falha mecânica da bicicleta.

7. O índice de ciclistas que sofrem colisões por trás é muito baixo e, percentualmente, as lesões são menores que em colisões frontais ou laterais.

8. Boa parte dos acidentes é causada porque o motorista não conseguiu visualizar o ciclista.

9. Não há melhoria de segurança se o ciclista não tiver uma condução segura da bicicleta. O ciclista tem que usar e conduzir a bicicleta como uma bicicleta e não como um veículo motorizado. Educação é prioridade, fundamental para evitar acidentes.

10. É condição básica para a segurança do ciclista que o sistema de trânsito esteja integrado com a realidade do veículo bicicleta, assim como para o convívio com o cidadão ciclista e outros não-motorizados.

11. A forma técnica mais eficiente para diminuir o alto índice de acidentes envolvendo ciclistas em esquinas, é através de sinalização vertical, horizontal e semafórica, e de pequenas canalizações para bicicletas, quando necessárias.

12. Há uma generalizada distorção em nossa sociedade sobre o que deve ser segurança no trânsito para ciclistas. São feitas comparações inocentes com países e cidades onde a bicicleta faz parte do trânsito há muitas décadas, ou até mais de um século.